A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula uma candidatura única para tentar impedir a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado Federal. A movimentação envolve o líder da oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN), e a líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), que devem se reunir nesta terça-feira (27) para discutir um possível acordo.
O objetivo é definir qual dos dois parlamentares teria melhores condições de enfrentar Alcolumbre na disputa pela presidência da Casa. A articulação ganhou força após o presidente Lula manifestar, na segunda-feira (26), apoio à recondução do atual presidente do Senado.
Marinho e Tereza Cristina tentam, com a negociação, conter o avanço de Alcolumbre, que busca consolidar o apoio de partidos do Centrão. A expectativa é de que o presidente do Senado formalize o apoio dessas legendas ainda nesta semana, fortalecendo sua candidatura à reeleição.
Nos bastidores da oposição, a avaliação é de que Tereza Cristina pode ter maior aceitação entre os senadores do que Rogério Marinho, o que ampliaria suas chances de reunir votos de diferentes correntes políticas. A definição do candidato, porém, depende das conversas entre as lideranças e da capacidade de construir uma aliança capaz de enfrentar o atual presidente da Casa.
A eleição para a presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro. Após a derrota eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula no domingo, lideranças da direita passaram a concentrar parte de suas articulações na disputa pelo comando da Mesa Diretora do Senado, considerada estratégica para a relação entre governo e oposição no Congresso Nacional.
A presidência do Senado tem papel importante na definição da agenda legislativa, na condução das sessões e na tramitação de propostas de interesse do governo e dos parlamentares. Por isso, a escolha do próximo presidente da Casa é vista como uma das principais disputas políticas no início do novo período legislativo.
