O Ministério Público Eleitoral defendeu que a votação do segundo turno terminasse às 17h, conforme previsto na legislação, apesar das denúncias de dificuldades no transporte de eleitores na Bahia. O parecer foi enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 17h01 deste domingo (25), pouco antes de o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a extensão do horário até as 19h em todo o país.
No documento, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, argumentou que a Justiça Eleitoral da Bahia já havia adotado medidas para garantir o transporte dos eleitores e determinado a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador.
“ A despeito da gravidade das notícias veiculadas, o horário de votação fixado por lei deve se manter inalterado”, escreveu Espinosa.
A decisão de Zanin atendeu a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que relatou problemas no transporte de eleitores em municípios como Salvador e Lauro de Freitas, na Bahia, além de São Paulo.
A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou a prorrogação do horário em municípios afetados por chuvas, alagamentos, deslizamentos e bloqueios de vias nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Durante o domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou gestores municipais que, segundo ele, teriam dificultado o acesso de eleitores às urnas e afirmou que pretende pedir a responsabilização dos envolvidos.