Registros encontrados pela Polícia Federal (PF) no celular da empresária Roberta Luchsinger mostram viagens de luxo realizadas por Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e familiares aos Alpes suíços e franceses. Segundo reportagem publicada pela revista VEJA em 24 de outubro, as despesas atribuídas à empresária nas viagens mencionadas ultrapassam R$ 2 milhões.
Uma das viagens ocorreu no início de 2025, quando o grupo se hospedou em um complexo de chalés de alto padrão em Crans-Montana, na Suíça. De acordo com a publicação, as diárias do local ultrapassam 22 mil francos suíços. A estadia teria incluído transporte em jatos particulares, motoristas, instrutores de esqui e serviços exclusivos. O custo estimado dessa temporada foi de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
A reportagem também cita uma viagem a Courchevel, nos Alpes franceses, realizada em 2024. Fotografias e vídeos encontrados no celular de Roberta registrariam passeios na neve, festas e hospedagens de luxo. Segundo fontes ligadas à investigação ouvidas pela revista, os gastos relacionados às duas viagens ultrapassariam R$ 2 milhões.
Investigação apura relação entre empresária e Lulinha
Além das despesas, os investigadores analisam a relação entre Roberta Luchsinger e Lulinha. Segundo a reportagem, uma das suspeitas é de que a empresária utilizasse a proximidade com o filho do presidente para facilitar o acesso de empresários a interlocutores do governo federal. A hipótese integra as apurações e ainda depende de esclarecimento pelas autoridades.
O caso ganhou repercussão depois que Lula afirmou não conhecer Roberta e a chamou de “pilantra”. A empresária contestou a declaração e acusou o presidente de mentir e de agir de forma machista. Conforme a VEJA, ela manifestou disposição para negociar um acordo de delação premiada.
Lulinha vive na Espanha, e os registros das viagens fazem parte do material analisado pela Polícia Federal em investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A existência da investigação não representa, por si só, comprovação das suspeitas. Até o momento, não há condenação de Lulinha pelos fatos descritos na reportagem.
