O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou críticas sobre o risco de uma possível “bomba fiscal” provocada por medidas sociais anunciadas pelo governo. Durante sabatina ao SBT News, na segunda-feira (19), o petista defendeu sua gestão e afirmou que tem compromisso com a responsabilidade fiscal.
Questionado sobre os impactos de iniciativas como a correção do Bolsa Família e a renegociação de dívidas, Lula negou que os programas possam comprometer as contas públicas nos próximos anos. Segundo informações divulgadas pelo Pleno News, o presidente também criticou as cobranças do mercado financeiro e afirmou que não precisa aprender responsabilidade fiscal com a Faria Lima, região de São Paulo associada ao setor financeiro.
“Se tem um presidente da República que foi responsável nesse país, fui eu”, declarou Lula, ao citar os superávits primários registrados durante seus dois primeiros mandatos.
Presidente compara resultados fiscais
Para sustentar sua posição, Lula comparou o cenário fiscal recebido pelo governo com a projeção para o encerramento do atual mandato. Segundo ele, o país registrava déficit de 2,8%, enquanto a expectativa é terminar o período com superávit primário de 0,1%.
O presidente também afirmou que sua experiência como trabalhador e chefe de família reforça sua compreensão sobre o controle dos gastos públicos.
Entre as medidas defendidas pelo governo estão a correção do Bolsa Família pela inflação, iniciativas de renegociação de dívidas e o programa Desenrola, voltado à regularização de débitos.
IFI estima impacto de R$ 298,4 bilhões
Apesar das declarações de Lula, estimativa da Instituição Fiscal Independente (IFI) aponta que o conjunto de medidas anunciado pelo governo durante a campanha de reeleição já mobilizou R$ 298,4 bilhões.
O valor poderá aumentar com a inclusão de outras iniciativas aprovadas ou divulgadas recentemente. Parte dos efeitos dessas medidas sobre as contas públicas deve se prolongar pelos próximos anos, mantendo em debate o impacto dos programas governamentais sobre o equilíbrio fiscal.
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