O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou que pretenda deixar o cargo antes do fim de seu mandato, previsto para dezembro de 2027. A declaração foi dada à CNN em meio a especulações sobre a sucessão no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais.
“Não existe essa possibilidade”, afirmou Gonet, afastando a hipótese de uma saída antecipada. Segundo fontes próximas ao procurador-geral ouvidas pela emissora, deixar a função em razão de uma mudança de governo poderia ser interpretado como uma resposta à pressão política.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil nesta terça-feira (20), a escolha de um eventual sucessor caberá ao presidente da República, e o indicado precisará passar pela aprovação do Senado. O chefe do Executivo não é obrigado a selecionar um nome da lista tríplice organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República.
Nomes são citados nos bastidores
Entre os nomes lembrados por setores do bolsonarismo está o do ex-procurador-geral Augusto Aras, indicado por Jair Bolsonaro em 2019 e reconduzido ao cargo em 2021. Apesar disso, integrantes da PGR, segundo a CNN, não o consideram uma opção provável para uma eventual nova gestão.
Outro nome mencionado nas articulações é o de Lindôra Araújo, ex-vice-procuradora-geral. Aliados apontam que ela deverá se aposentar compulsoriamente antes do término do mandato de Gonet, mas ainda poderia exercer influência nas discussões sobre a escolha de um novo chefe da instituição.
Até o momento, não há confirmação de que Gonet pretenda antecipar sua saída. O procurador-geral afirmou que deseja cumprir integralmente o mandato, independentemente do resultado das eleições.
