O Governo do Distrito Federal prepara uma operação especial de segurança para a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para a próxima terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O esquema prevê reforço no policiamento, utilização de drones, monitoramento por câmeras e a possibilidade de bloqueios no entorno da Praça dos Três Poderes.
Inteligência acompanha movimentação
A área de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal já foi mobilizada para acompanhar a movimentação na região e avaliar possíveis riscos relacionados à sessão.
Uma reunião entre representantes da segurança pública e do STF está prevista para segunda-feira (14). O encontro deverá definir os detalhes da operação e a distribuição do efetivo.
A previsão é que os drones comecem a atuar ainda na noite de segunda-feira e permaneçam em operação durante a manhã de terça.
Caso não sejam registradas manifestações, a maior parte do policiamento deverá ficar concentrada nas proximidades da Praça dos Três Poderes e do anexo do STF.
Fachin mantém processos separados
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, rejeitou no sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que os processos relacionados a ele e ao ministro André Mendonça fossem analisados na mesma sessão.
Com a decisão, o plenário deverá tratar na terça-feira apenas do procedimento envolvendo Moraes. O caso relacionado a Mendonça foi agendado para 23 de setembro.
Moraes havia solicitado a reunião dos processos sob o argumento de que a análise de sua atuação dependeria também da discussão sobre a conduta de Mendonça na obtenção de um relatório da Polícia Federal que revelou conversas envolvendo o ministro e Vorcaro.
Fachin, porém, entendeu que o pedido não deveria ser acolhido neste momento. Segundo o presidente do STF, os dois processos apresentam objetos e circunstâncias próprias e, portanto, devem seguir separadamente.