O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), criticou a atuação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação que apura suspeitas de corrupção, desvio de emendas, obstrução da Justiça e o assassinato de um empresário no estado.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (14/8), Brandão questionou a competência do STF para conduzir o caso e afirmou que a investigação deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A manifestação ocorreu após Dino retirar o sigilo de parte dos autos da investigação conduzida pela Polícia Federal. Segundo a PF, Brandão é apontado como “provável líder” de uma organização criminosa que teria atuado em um esquema envolvendo recursos públicos e que continuado as atividades após o assassinato do servidor João Bosco Sobrinho Sobrinho Pereira de Oliveira, em 2022.
Brandão contesta as conclusões da investigação e afirma que fatos anteriores ao período analisado pela PF deveriam ser considerados. Ele também citou um processo administrativo relacionado ao pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 800 mil à empresa SH Vigilância.
Governador aponta conflito político
Na nota, Brandão também questionou a atuação de Dino por considerar que o ministro possui ligação com a política maranhense. O governador afirmou que o grupo político ligado ao ex-governador é atualmente seu adversário e citou o apoio de Dino à pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo estadual.
Brandão declarou que, diante desse cenário, estaria sendo submetido a decisões de um ministro que considera seu adversário político.
Dino, por sua vez, afirmou que sua atuação no caso está relacionada ao exercício da jurisdição e disse que sua trajetória profissional e seus 37 anos de serviço público são sua principal defesa diante das críticas.
O caso segue em investigação, e as acusações apresentadas pela Polícia Federal ainda não representam uma condenação.
