A Itália anunciou a suspensão temporária da aplicação do Acordo de Schengen em relação à Espanha, encerrando, por prazo determinado, a livre circulação de pessoas entre os dois países. A medida foi adotada em meio à crise migratória desencadeada pela chegada em massa de migrantes ao enclave espanhol de Ceuta.
Em comunicado, o Ministério do Interior italiano informou que também reforçará os controles na fronteira terrestre com a França, como parte das ações para conter possíveis deslocamentos irregulares de migrantes para outros países da Europa.
Embora Itália e Espanha não compartilhem uma fronteira terrestre, a suspensão significa que passageiros que viajam entre os dois países por via aérea ou marítima voltarão a ser submetidos a controles de documentos, conforme permitido pelas regras do Espaço Schengen em situações excepcionais de ameaça à ordem pública ou à segurança interna.
A decisão foi anunciada após a entrada de dezenas de milhares de migrantes em Ceuta, território espanhol localizado no norte da África, o que gerou forte pressão sobre as autoridades espanholas e repercussão em diversos países da União Europeia.
O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni defende que a medida é necessária para proteger as fronteiras italianas e reforçar a segurança. Já críticos da decisão afirmam que a iniciativa tem forte caráter político e simbólico, uma vez que a Itália não faz fronteira direta com a Espanha.
