Os governos de Portugal e Espanha avançaram com um projeto que promete encurtar distâncias entre as capitais ibéricas, através de uma nova ponte internacional sobre o rio Sever entre Cedillo, na Extremadura, e Montalvão, no conselho de Nisa, no Alentejo, para reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Madrid.
Como será a nova ponte internacional entre Lisboa e Madrid?
O compromisso está registado na Disposição 13144 do BOE n.º 155 de 2025 e distribui responsabilidades de financiamento e execução entre o Governo Regional da Extremadura e a Câmara Municipal de Nisa. Mais do que uma obra local, a infraestrutura surge como eixo alternativo para o tráfego rodoviário entre Portugal e Espanha.
A nova ponte internacional entre Lisboa e Madrid, situada sobre o rio Sever, encurtará em cerca de 85 quilómetros a distância atualmente percorrida entre Cedillo e Montalvão. Hoje, o percurso rodoviário obriga a um desvio significativo, mantendo as localidades a mais de uma hora de distância, enquanto a futura ligação tornará a viagem mais curta e linear.
Como a nova ponte internacional reduz o tempo de viagem entre Lisboa e Madrid?
Ao eliminar parte do trajeto necessário para cruzar o rio Sever, a infraestrutura encurta rotas entre a Extremadura espanhola, o Alentejo e os principais eixos que seguem para Madrid e Lisboa.
Na prática, a redução de 85 quilômetros no percurso entre Cedillo e Montalvão pode representar um ganho considerável em minutos, sobretudo para quem utiliza regularmente este corredor rodoviário como alternativa às autoestradas tradicionais entre as duas capitais, incluindo transportes de mercadorias e turismo de médio curso.
Quais são os principais benefícios diretos da nova ligação?
Os benefícios desta ligação estendem-se a vários perfis de utilizadores que passam a dispor de uma rota mais curta e com melhores condições de circulação, integrando estradas municipais requalificadas e novos troços. Entre os principais grupos que poderão tirar partido da ponte destacam-se:
- Condutores que circulam entre o centro de Portugal e a região de Madrid;
- Transporte de mercadorias entre o Alentejo e a Extremadura, com redução de custos logísticos;
- Deslocações frequentes de trabalhadores transfronteiriços com menor tempo de viagem;
- Turistas que combinam roteiros entre Lisboa, interior alentejano, Extremadura e Madrid.
Além da ponte, o plano inclui a requalificação da Estrada Municipal 1139 ao longo de cerca de nove quilômetros e a criação de um novo troço de aproximadamente 700 metros até à futura estrutura. Estas intervenções complementares procuram garantir ligações mais seguras e fluidas entre a rede viária local e os itinerários de acesso.
Quais são as características técnicas da nova ponte internacional?
O financiamento do projeto está dividido entre as duas margens do rio, cabendo à Direção-Geral de Estradas de Espanha e ao Governo Regional da Extremadura um orçamento estimado em 5.172.205,09 euros, enquanto em Portugal a Câmara Municipal de Nisa aprovou a adjudicação de um contrato de 19.248.350,39 euros para a construção da ponte.
Estão previstas duas faixas de rodagem de 3,5 metros, bermas e passeios pedonais, configurando uma solução para tráfego regular e circulação a pé, sem perfil de via rápida mas preparada para itinerários de média e longa distância.
🌉 Nova Ponte Internacional Portugal–Espanha
Ligação sobre o rio Sever entre Cedillo e MontalvãoComo a ponte Cedillo–Montalvão pode redefinir a ligação Lisboa–Madrid?
A construção desta ponte internacional responde a uma reivindicação antiga das populações de Cedillo, Montalvão e áreas vizinhas, que durante anos defenderam uma travessia direta entre Espanha e Portugal naquela zona de fronteira. Em 2026, com o projeto formalizado e os investimentos definidos, o cenário avança de expectativa para planeamento concreto.
Embora a nova travessia não substitua as atuais autoestradas que ligam as duas capitais, a nova ponte internacional entre Lisboa e Madrid, via Sever, poderá funcionar como rota alternativa capaz de descongestionar pontos de fronteira mais utilizados, facilitar circuitos logísticos regionais e atrair visitantes para regiões menos exploradas.