A defesa de Daniel Vorcaro espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida até a próxima semana sobre o pedido de revogação da prisão preventiva do empresário, ex-banqueiro e proprietário do Banco Master. A expectativa foi apresentada pelo advogado Sérgio Leonardo nesta terça-feira (3), após uma reunião com representantes do gabinete do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Em entrevista, Leonardo afirmou que os advogados apresentaram argumentos para tentar reverter a prisão. Segundo ele, a possibilidade de uma decisão em breve é uma percepção pessoal, baseada no encontro com integrantes do gabinete, e não uma previsão formal do Supremo.
“Se eu tivesse que fazer uma previsão, eu diria que até semana que vem nós teremos uma decisão sobre o pedido que está pendente”, declarou o advogado.
A defesa sustenta que não existem mais motivos para manter Vorcaro preso preventivamente e aponta excesso de prazo na medida, decretada em 4 de março. Os advogados argumentam que o empresário poderia responder às investigações em liberdade, com ou sem a imposição de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Processos no STF
A reunião ocorreu em meio a mudanças na condução dos processos relacionados ao caso no Supremo. Fachin passou a analisar os pedidos urgentes após a transferência dos processos para a Presidência da Corte, enquanto o ministro André Mendonça permanece como relator.
Questionado sobre a mudança, Sérgio Leonardo afirmou que a defesa não escolhe quem será responsável pela análise dos pedidos e que aguarda as decisões do tribunal. O advogado também destacou que as solicitações relacionadas à liberdade têm caráter urgente e, por isso, espera que recebam prioridade.
Defesa recorre a órgão internacional
Além das medidas apresentadas ao STF, a defesa de Vorcaro acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), com sede em Washington, nos Estados Unidos.
Os advogados pedem a libertação do empresário e alegam que houve violações de direitos humanos durante as investigações e no período em que ele permanece preso preventivamente. As alegações fazem parte da estratégia da defesa e ainda dependem de análise pelas instâncias competentes.
