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Início Política

Rogério Marinho pode alcançar 41 votos e derrotar Alcolumbre na disputa pelo Senado; veja a lista

Por Junior Melo
30/out/2026
Em Política
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A disputa pela presidência do Senado Federal em fevereiro de 2027 pode reservar uma surpresa para Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Um levantamento de cenários políticos realizado pelo Diário do Brasil Notícias (DBN) aponta que Rogério Marinho (PL-RN) tem potencial para alcançar 41 votos, exatamente a maioria absoluta necessária para conquistar o comando da Casa, enquanto o atual presidente aparece com 29 votos e outros 11 parlamentares permanecem na coluna dos indecisos.

A projeção considera a composição do Senado após as eleições de outubro, os alinhamentos partidários e a possibilidade de dissidências nas legendas que anunciaram apoio a Alcolumbre. Trata-se de uma simulação política, e não de uma relação de compromissos individuais de voto já confirmados.

Veja o placar projetado para a presidência do Senado

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Candidato ou situação Votos projetados
🟢 Rogério Marinho (PL-RN) 41
🔴 Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) 29
🟡 Indecisos 11
Total 81

De onde podem sair os 41 votos de Rogério Marinho?

O principal trunfo do senador potiguar é a força do Partido Liberal, que terá a maior bancada do Senado em 2027, com 29 integrantes, segundo projeção oficial divulgada pela própria Casa.

A conta também considera os três senadores do Novo, quatro integrantes do Progressistas e os cinco parlamentares do Republicanos.

Partido Votos potenciais
PL 29
Novo 3
Progressistas (PP) 4
Republicanos 5
TOTAL 41

A bancada do PL ganhou reforço com a filiação de Luís Felipe Cunha, suplente de Sergio Moro, que assumirá a cadeira do senador eleito governador do Paraná. Cunha já está incluído nos 29 parlamentares projetados para o partido.

O cálculo pressupõe unidade entre os integrantes do PL e do Novo, além da adesão dos quatro senadores do PP e dos cinco do Republicanos considerados favoráveis na simulação.

Progressistas pode contrariar a direção partidária

Um dos pontos mais importantes da disputa está no Progressistas.

Embora a federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, tenha anunciado oficialmente apoio à reeleição de Davi Alcolumbre, parte dos senadores progressistas resiste à decisão.

Reportagem publicada pela Jovem Pan nesta sexta-feira (30) aponta quatro integrantes do PP na articulação favorável a Rogério Marinho:

  • Tereza Cristina (MS)
  • Guilherme Derrite (SP)
  • Laércio Oliveira (SE)
  • Dr. Hiran Gonçalves (RR)

Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro, tem defendido a autonomia dos senadores em relação às decisões das direções partidárias. Guilherme Derrite também se posicionou contra a recondução de Alcolumbre.

Os quatro votos são considerados potenciais na projeção, embora nem todos tenham anunciado individualmente compromisso definitivo com Marinho.

Republicanos pode ser decisivo para a vitória

Outro partido que ganha protagonismo na conta é o Republicanos, que terá cinco senadores em 2027.

A bancada projetada inclui Damares Alves, Hamilton Mourão, Alan Rick, Mara Rocha e Evair de Melo.

O alinhamento conservador de parte desses parlamentares aproxima o grupo de pautas defendidas pela oposição. Entretanto, a existência de afinidade política não significa compromisso automático com Rogério Marinho.

O levantamento trabalha com a hipótese de que os cinco senadores possam aderir à candidatura do parlamentar potiguar. A confirmação dessa adesão será fundamental para transformar a projeção em maioria efetiva.

Veja os 11 senadores classificados como indecisos

O levantamento também separou 11 parlamentares que não foram contabilizados como votos de nenhum dos dois candidatos.

Senador Partido Estado
Arthur Lira PP AL
Gracinha Caiado União Brasil GO
Mauro Mendes União Brasil MT
Professora Dorinha União Brasil TO
Chicão União Brasil PA
Marina JHC PSDB AL
Plínio Valério PSDB AM
Rayssa Furlan Podemos AP
Romário Sem partido RJ
Alessandro Vieira MDB SE
Styvenson Valentim Podemos RN

A classificação como indecisos é utilizada exclusivamente para esta projeção. Não significa que todos esses parlamentares tenham declarado publicamente estar sem candidato.

Arthur Lira entra na lista dos votos em disputa

A inclusão de Arthur Lira (PP-AL) entre os indecisos representa uma das principais mudanças do levantamento.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados chega ao Senado com forte capacidade de articulação política e trânsito entre diferentes correntes partidárias.

Alcolumbre tenta atrair Lira para sua candidatura por meio de uma negociação que envolveria apoio a uma eventual candidatura do parlamentar alagoano à presidência do Senado em 2029.

O acordo, entretanto, ainda está no campo das articulações políticas. Por essa razão, o levantamento não considera o voto de Lira definitivamente assegurado a nenhum dos candidatos.

Sua posição poderá influenciar outros parlamentares do centro e da direita.

Styvenson também permanece entre os indecisos

No Rio Grande do Norte, outro nome que merece atenção é Styvenson Valentim (Podemos).

Apesar de já ter manifestado disposição de apoiar Rogério Marinho, Styvenson mantém proximidade política com Davi Alcolumbre.

Essa relação torna seu posicionamento uma variável importante para a disputa.

Na projeção do DBN, o senador potiguar permanece entre os 11 indecisos e não integra os 41 votos atribuídos a Marinho.

Alcolumbre tem apoio das cúpulas, mas enfrenta resistência nas bancadas

Davi Alcolumbre trabalha para consolidar sua reeleição com o apoio de partidos de centro e de integrantes da base governista.

O atual presidente conta com o respaldo anunciado da federação União Progressista e mantém negociações com lideranças de outras legendas.

Entretanto, o apoio das direções partidárias não garante que todos os senadores seguirão a orientação na votação.

A eleição para a presidência do Senado é secreta, circunstância que permite dissidências e dificulta a confirmação antecipada do resultado.

Na simulação do DBN, Alcolumbre aparece com 29 votos atribuídos, enquanto outros 11 permanecem fora das duas contas. Esse número não representa uma contagem de 29 declarações individuais de apoio ao atual presidente.

Rogério Marinho pode vencer sem depender dos indecisos

A matemática é simples: o Senado possui 81 integrantes, e são necessários 41 votos para conquistar a presidência da Casa.

Se conseguir reunir os 29 senadores do PL, os três do Novo, quatro do PP e cinco do Republicanos, Rogério Marinho alcançará exatamente o número necessário para vencer.

Nesse cenário, o parlamentar potiguar não dependeria dos votos de Styvenson Valentim, Arthur Lira ou dos demais nomes classificados como indecisos.

Por outro lado, qualquer deserção entre os 41 votos projetados exigiria compensação em outra bancada.

A situação também poderá sofrer alterações em razão de decisões da Justiça Eleitoral, mudanças partidárias e negociações políticas até fevereiro de 2027.

O levantamento revela que a reeleição de Davi Alcolumbre não pode ser tratada como definida. Rogério Marinho possui um caminho matemático para conquistar a presidência do Senado, mas precisará transformar os apoios potenciais em votos efetivos.

A disputa está aberta, e os próximos movimentos dos partidos poderão determinar quem comandará uma das instituições mais importantes da República a partir de fevereiro.

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