Aliados de Daniel Vorcaro afirmam que o banqueiro aguarda há pelo menos 20 dias para ser ouvido pelas autoridades e, assim, retomar o que seria sua terceira tentativa de firmar um acordo de delação premiada.
Segundo relatos feitos à CNN, interlocutores de Vorcaro teriam comunicado a delegados da Polícia Federal que ele estaria disposto a prestar depoimento sobre os anexos de uma nova proposta de colaboração. As conversas teriam ocorrido na semana do dia 10 de agosto, mas, de acordo com os aliados, não houve resposta até o momento.
No entorno do banqueiro, a avaliação é de que a instituição pretende deixar uma eventual nova delação para depois das eleições, sob o argumento de evitar interferências no processo eleitoral. Vorcaro, no entanto, está preso desde 17 de novembro e pretende utilizar uma possível colaboração premiada para tentar obter ao menos o benefício da prisão domiciliar.
Uma das alternativas avaliadas seria solicitar ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), que indique delegados da Polícia Federal para ouvir Vorcaro.
Essa não seria a primeira vez que pessoas próximas ao banqueiro relatam o que consideram uma falta de disposição da Polícia Federal para avançar nas negociações de uma delação premiada. Quando a segunda proposta foi rejeitada, a avaliação no entorno de Vorcaro foi de que a instituição não teria interesse em levar as tratativas adiante.
Há uma percepção semelhante em relação à Procuradoria-Geral da República (PGR). Desta vez, porém, ainda não houve uma solicitação para que os procuradores ouçam o banqueiro. A intenção, inicialmente, seria tentar avançar pelas tratativas com a Polícia Federal.
A CNN informou que procurou a Polícia Federal na manhã desta terça-feira e aguardava um posicionamento sobre o caso.
