O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o governo estaria utilizando a situação de vulnerabilidade das famílias como parte da estratégia eleitoral. A declaração foi dada neste domingo (20), durante agenda de campanha em Ribeirão Preto (SP).
Segundo Cury, o reajuste deveria ter sido anunciado no início do ano. O candidato afirmou que a proximidade entre a medida e as eleições caracteriza, na avaliação dele, o uso da vulnerabilidade social como instrumento político.
O governo anunciou na quinta-feira (17) uma correção de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos em outubro.
A justificativa oficial é que o reajuste recompõe a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. A atualização também está prevista na legislação que regulamenta o programa.
Cury também defendeu um reajuste maior. No sábado (19), ele afirmou que o aumento poderia chegar a 30% ou mais, considerando o impacto do custo de vida sobre as famílias de menor renda. O candidato ainda propôs um período de transição para beneficiários que conseguirem emprego formal ou se tornarem microempreendedores individuais.
Durante a agenda deste domingo, Cury voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Disse estar “profundamente magoado” com acontecimentos recentes na Corte e defendeu que os ministros atuem como “guardiões da Constituição”.
O candidato também mencionou o caso envolvendo o Banco Master e afirmou que os acontecimentos recentes refletem, em sua avaliação, um “país completamente desequilibrado”.
