A Justiça Eleitoral aceitou uma ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para apurar supostas irregularidades envolvendo o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval de 2026.
A representação foi admitida pelo corregedor-geral do TSE, ministro Antonio Carlos Ferreira, e agora passa a tramitar na Corte. Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin terão cinco dias para apresentar defesa.
A ação acusa a chapa petista de abuso de poder político e econômico e de uso indevido dos meios de comunicação. A campanha do PL questiona repasses públicos de cerca de R$ 9,65 milhões destinados à escola de samba por prefeituras, governo estadual e Embratur após a definição do enredo, além da transmissão do desfile em TV aberta e na internet.
A defesa de Lula sustenta que os recursos públicos foram distribuídos de forma igualitária entre as escolas de samba e que o presidente apenas assistiu ao desfile de um camarote, sem participar da apresentação.
Se a ação for julgada procedente, os autores pedem a cassação do registro ou diploma de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade por oito anos. O mérito do caso ainda será analisado pelo TSE.
