O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-SP), apresentou nesta quinta-feira (6) uma petição à Procuradoria-Geral da República (PGR) oferecendo espontaneamente seu material genético para a realização de exame de DNA e solicitando a conclusão rápida do procedimento preliminar que apura uma acusação de estupro contra ele.
O parlamentar também pretende apresentar pedido semelhante ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, solicitando que seja estabelecido um prazo de 72 horas para uma decisão.
— Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso — afirmou Gaspar, que declarou não ter tido acesso à investigação preliminar conduzida pela Polícia Federal.
A suspeita envolvendo o deputado veio a público durante a CPMI do INSS, em março, quando o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) mencionaram o caso. Na época, Alfredo Gaspar era relator da comissão e afirmou ser alvo de uma acusação caluniosa.
A defesa do parlamentar informou que o material genético já havia sido coletado em uma ação cautelar de produção antecipada de provas na Justiça de Alagoas. Segundo os advogados, o exame foi realizado em 24 de abril e está disponível para compartilhamento com a PGR.
Apesar disso, a defesa afirmou que Gaspar está disposto a realizar uma nova coleta caso o órgão considere necessário.
Na manifestação apresentada à Procuradoria, os advogados argumentam que o exame de DNA seria a única prova capaz de afastar definitivamente a acusação. Eles pedem que o procedimento seja concluído em prazo curto e que, caso o teste descarte vínculo genético com a criança mencionada na denúncia e não existam outros elementos de prova, o caso seja arquivado.
A defesa também sustenta que a própria PGR já teria se manifestado contrária à abertura de um inquérito por falta de elementos suficientes e afirma que a continuidade da apuração provoca danos à imagem do parlamentar, principalmente durante o período eleitoral.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que o assunto está encerrado para a equipe política e que aguarda uma manifestação da Justiça.
— Para a campanha, esse assunto já está encerrado. Agora esperamos que a Justiça faça a parte dela — declarou.