O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (11) que a Rússia concordou em libertar o cidadão americano Robert Gilman, ex-fuzileiro naval dos Estados Unidos que estava preso no país desde 2022.
Segundo Trump, a decisão foi tomada após conversas com o presidente russo, Vladimir Putin. Em publicação na rede social Truth Social, o presidente americano afirmou que a libertação ocorreu sem qualquer troca de prisioneiros.
“Estamos gratos por essa decisão e pelo fato de a Rússia não ter pedido ninguém em troca. Não houve troca de prisioneiros”, escreveu Trump.
Ex-fuzileiro estava preso desde 2022
Natural de Massachusetts, Gilman foi detido na Rússia aos 28 anos, depois de ser acusado de agredir um policial enquanto estava embriagado em um trem com destino a Moscou.
A libertação ocorreu por razões humanitárias, segundo Kirill Dmitriev, assessor especial de Putin. O americano enfrenta problemas graves de saúde e teria desenvolvido uma forte pneumonia.
De acordo com o senador americano Ed Markey, Gilman foi diagnosticado há cerca de 50 dias com um estupor dissociativo, condição que o deixou sem reação e incapaz de interagir ou se alimentar normalmente.
Americano retorna aos Estados Unidos
Segundo informações da agência Reuters, médicos acompanharam Gilman durante o voo de retorno aos Estados Unidos. Um funcionário do governo americano afirmou que o ex-fuzileiro aparentava estar em boas condições.
A família aguarda a chegada dele a um hospital militar no Texas, onde deverá receber atendimento médico.
A libertação foi comemorada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que também agradeceu ao enviado russo Steve Witkoff pela intermediação e por ter permitido que Gilman recebesse tratamento médico adequado.
EUA cobram libertação de outros americanos
Apesar de considerar a libertação um avanço, Rubio afirmou que o governo americano continuará pressionando pela libertação de outros cidadãos dos Estados Unidos que permanecem detidos no exterior.
“Embora reconheçamos esse passo positivo, continuamos buscando o retorno imediato de todos os outros americanos detidos injustamente, incluindo Stephen Hubbard, que é considerado um cidadão mantido preso de forma indevida”, afirmou o secretário de Estado em publicação na rede social X.
Rubio acrescentou que o governo Trump pretende continuar trabalhando até que todos os americanos considerados injustamente detidos retornem aos Estados Unidos.
Segundo o secretário de Estado, a administração Trump já conseguiu a libertação de mais de cem cidadãos americanos que estavam presos na Rússia e em outros países.
A libertação de Gilman ocorre em meio às tentativas do governo Trump de ampliar os canais de negociação com Moscou e representa mais um episódio de cooperação entre os dois países em questões relacionadas a cidadãos americanos detidos na Rússia.
