A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet retirou sua candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) após perder apoio no Conselho de Segurança.
A decisão foi tomada depois da terceira consulta informal entre os 15 membros do Conselho, na qual Bachelet recebeu apenas um voto favorável, contra 11 votos contrários e três abstenções. Nas rodadas anteriores, ela havia obtido seis votos em julho e dois em agosto, mostrando uma queda contínua de apoio.
Em comunicado, Bachelet afirmou que não se arrepende de disputar o cargo e disse que sua candidatura ajudou a fortalecer o debate sobre a possibilidade de uma mulher latino-americana comandar a ONU pela primeira vez na história.
A disputa segue aberta para a sucessão de António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro de 2026. Entre os nomes que permanecem na corrida estão a costarriquenha Rebeca Grynspan, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett, o argentino Rafael Grossi, a equatoriana María Fernanda Espinosa e o ex-presidente do Senegal Macky Sall.
Agora, o Conselho de Segurança continuará as consultas informais até definir um nome para recomendar à Assembleia Geral da ONU, que fará a escolha final do próximo secretário-geral.
