A maior parte das cerca de 50 mil pessoas que atravessaram a fronteira e entraram em Ceuta, cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África, na última quinta-feira (30), já retornou ao Marrocos, segundo informações das autoridades espanholas. Apesar disso, os imigrantes que permaneceram no território espanhol continuam enfrentando dificuldades devido à superlotação das estruturas de acolhimento.
Nesta segunda-feira (3), imagens registradas pela agência Reuters mostraram dezenas de homens dormindo ao ar livre em uma praia isolada de Ceuta. A área foi cercada pela polícia, que mantém vigilância constante sobre o grupo.
No domingo (2), houve momentos de tensão entre agentes de segurança e alguns imigrantes após a determinação de que eles deveriam permanecer em uma área específica, sob monitoramento policial. A medida gerou insatisfação e resultou em confrontos.
A situação de sobrecarga na rede de acolhimento já era observada antes da entrada em massa registrada na semana passada. Imigrantes que haviam chegado nos dias anteriores também enfrentavam dificuldades devido à falta de espaço e à limitada infraestrutura disponível.
Sem vagas para hospedagem e diante do fechamento de estabelecimentos comerciais, que suspenderam as atividades por receio de saques, muitos marroquinos decidiram permanecer pouco tempo em Ceuta e voltaram ao país de origem cerca de um dia após a travessia.
No sábado (1º), a Reuters registrou centenas de imigrantes sendo conduzidos por militares até a fronteira com o Marrocos. As autoridades espanholas também instalaram uma barreira flutuante no mar como parte das medidas para impedir novas travessias irregulares pela costa.
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