Duas pessoas morreram de sarampo no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, informou nesta terça-feira (25) o Departamento de Saúde estadual. Segundo as autoridades, nenhuma das duas vítimas havia sido vacinada contra a doença.
As mortes são as primeiras registradas por sarampo nos Estados Unidos em 2026 e também as primeiras causadas pela doença na Pensilvânia em 35 anos.
“Meus mais profundos sentimentos estão com os entes queridos que estão enfrentando essa perda inimaginável”, disse a secretária de Saúde da Pensilvânia, Debra Bogen, em comunicado.
A secretária também reforçou a importância da vacinação contra a doença.
“Como médica, quero garantir que as pessoas entendam que a vacina MMR [equivalente à “tríplice viral”] é segura e oferece a melhor proteção que temos contra o sarampo”, completou.
Vítimas eram do condado de Lancaster
As duas pessoas que morreram eram residentes do condado de Lancaster. As autoridades de saúde estaduais informaram que não divulgarão outras informações sobre as vítimas.
Até esta terça-feira, a Pensilvânia havia confirmado 393 casos de sarampo em 28 condados ao longo de 2026.
O aumento de casos faz parte de uma expansão da doença nos Estados Unidos, que vem registrando números elevados pelo segundo ano consecutivo.
EUA já registram mais de 2.700 casos
Mais de 2.700 casos de sarampo foram registrados nos Estados Unidos em 2026, segundo os dados citados pelas autoridades. O número supera o registrado em qualquer outro ano desde 1991.
O país havia declarado o sarampo eliminado em 2000. Entretanto, a doença voltou a apresentar crescimento expressivo nos últimos anos, com o número de casos registrados no último ano e meio superando o total acumulado nas duas décadas anteriores.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode provocar complicações graves, especialmente em pessoas não imunizadas.
Vacina oferece alta proteção
A principal forma de prevenção é a vacinação. A vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR) apresenta cerca de 97% de eficácia contra o sarampo após duas doses.
O Departamento de Saúde da Pensilvânia reforçou que a imunização continua sendo a principal ferramenta para evitar novos casos e reduzir o risco de complicações e mortes provocadas pela doença.
