A avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Lulômetro, índice realizado pela Realtime Big Data em parceria com O Antagonista, caiu para 29% nesta segunda-feira (17).
O percentual reúne os entrevistados que classificam o governo como “ótimo” ou “bom”. O resultado mantém a avaliação positiva do presidente em trajetória de queda. Outros 33% consideram a gestão “regular”.
Segundo o levantamento, a mudança na tendência de aprovação começou durante o chamado período de defeso eleitoral. Desde 4 de julho, candidatos à reeleição estão impedidos de utilizar publicidade institucional e de participar de inaugurações de obras, conforme as restrições previstas para o período que antecede as eleições.
O defeso eleitoral segue até 25 de outubro, data prevista para o encerramento do primeiro turno das eleições de 2026.
Investigações envolvendo o filho de Lula
A mudança apontada pelo Lulômetro também ocorre em meio à abertura de três inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
As investigações apuram suspeitas relacionadas a possível tráfico de influência. Um dos casos envolve o nome de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que foi assessor de Lula e admitiu ter recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, conhecida como “amiga de Lulinha”.
Mensagens trocadas entre Lulinha e Roberta Luchsinger em março de 2024 também passaram a ser analisadas pelas autoridades. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles e reproduzidas por O Antagonista, os diálogos indicariam contatos e reuniões envolvendo integrantes do governo.
Nas mensagens, Lulinha mencionou encontros com Marco Aurélio Santana Ribeiro e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.
As conversas também fazem referência a Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha e um dos proprietários formais do sítio de Atibaia, utilizado por Lula durante o período em que era presidente.
O imóvel foi adquirido em 2010 por R$ 1,5 milhão e esteve no centro de investigações da Operação Lava Jato. Lula chegou a ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso, mas as condenações foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal por questões relacionadas à competência da vara que julgou os processos.
A queda da avaliação positiva registrada pelo Lulômetro ocorre, portanto, em um cenário de restrições eleitorais e de novas investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente e seu círculo familiar.