O desembargador federal, jurista e professor William Douglas comentou, nesta quarta-feira (8), a atuação da promotora de Justiça Elayne Rodrigues durante a abertura do Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, realizado na última sexta-feira (3), em Duque de Caxias (RJ).
Em publicação nas redes sociais, William Douglas afirmou que a promotora confundiu os conceitos de Estado laico e Estado laicista ao comentar uma apresentação infantil intitulada “O Abraço de Deus”.
Durante o evento, Elayne Rodrigues declarou que havia sido “assolapada por uma oração evangélica”, afirmou que a manifestação religiosa dizia respeito a um direito privado e que esse tipo de expressão não deveria ser estendido a outras pessoas em um evento público. A promotora também disse ter se sentido ofendida com a referência a Deus.
Na avaliação de William Douglas, além da discussão sobre liberdade religiosa, a fala da representante do Ministério Público também pode ser interpretada como misândrica.
“Além de confundir Estado laico com Estado laicista, a sra. dra. promotora também foi, a meu ver, misândrica. Uma coisa é comemorar haver mulheres — e eu também comemoro isso —, outra é comemorar não haver homens”, escreveu.
O magistrado também defendeu que o Ministério Público e o Ministério Público Federal promovam uma reflexão sobre a atuação institucional em temas relacionados à liberdade religiosa e ao princípio do Estado laico.
“O MP e o MPF precisam fazer uma séria reflexão sobre o tema liberdade religiosa, Estado laico etc. Vejam o que fizeram em uma escola carioca no Ceará”, afirmou.