O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que recebeu autorização de um delegado da Polícia Federal para manter uma pistola em sua residência após uma operação realizada em julho do ano passado.
Segundo Bolsonaro, durante o cumprimento de mandados determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, todas as armas que possuía foram apreendidas. No entanto, ele pediu ao delegado responsável que permitisse a permanência de uma pistola na residência para garantir a segurança do imóvel, onde mora com três mulheres, entre elas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
De acordo com o relato do ex-presidente, o delegado se afastou para fazer uma ligação telefônica e, ao retornar, informou que ele poderia permanecer com a arma.
A mesma pistola acabou sendo apreendida posteriormente com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Taguatinga.
As informações constam em relatório encaminhado pela PCDF ao ministro Alexandre de Moraes. No documento, os investigadores concluíram que Jair Bolsonaro não cometeu crime em relação ao caso da arma apreendida.
O relatório integra a apuração conduzida pela Polícia Civil sobre o episódio e afasta, segundo a investigação, a existência de irregularidade por parte do ex-presidente.
