O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou nesta quinta-feira (16) uma atualização do relatório preliminar sobre a colisão entre dois helicópteros que deixou seis pessoas mortas no dia 14 de junho, no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. As investigações sobre o acidente continuam em andamento.
De acordo com o documento, as duas aeronaves seguiam planos de voo que incluíam as mesmas Rotas Especiais de Helicópteros (REH) e operavam em altitudes coincidentes, fator que está sendo analisado durante a apuração.
O relatório informa que o helicóptero de matrícula PP-MAC decolou do Aeroporto de Jacarepaguá com destino ao Heliponto Piratas Mall, em Angra dos Reis, transportando um piloto e quatro passageiros.
Já a aeronave PR-DJJ partiu do Aeroporto Santos Dumont com destino ao Heliponto Helicentro Guaratiba. No momento do acidente, apenas o piloto estava a bordo.
Segundo o Cenipa, a colisão ocorreu por volta das 11h57, durante o voo de cruzeiro, entre os pontos conhecidos como Tachas e Piabas.
O órgão ressalta que o documento divulgado é preliminar e tem caráter exclusivamente informativo. As causas do acidente ainda não foram determinadas e seguem sendo investigadas.
Relembre o acidente
A colisão aconteceu em 14 de junho e provocou a queda das duas aeronaves no pátio de uma concessionária de veículos elétricos localizada na Avenida das Américas. O impacto causou um incêndio no local.
Cinco das seis vítimas estavam no helicóptero que seguia para Angra dos Reis. Morreram no acidente o cantor norte-americano Oliver Tree, o influenciador argentino Gaspar Prim Díaz, o diretor de cinema Lucas Vignale, o produtor e DJ brasileiro Lucas Frota e o piloto Alexandre Souza.
Na outra aeronave estava apenas o piloto Charles Marsillac, de 60 anos. Considerado um profissional experiente por colegas da aviação, ele havia decolado do Aeroporto Santos Dumont momentos antes da colisão.
Após o acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou, no último dia 3, uma reunião para discutir propostas voltadas à implantação de rotas de voo por instrumentos na capital fluminense.
Atualmente, o tráfego de helicópteros na região é organizado por meio de corredores aéreos com regras previamente estabelecidas. Nesse modelo, cabe aos próprios pilotos manter a separação segura entre as aeronaves e evitar obstáculos durante o voo.
