A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e recomendou sua demissão do cargo de escrivão da corporação por abandono de cargo. O relatório final foi divulgado nesta terça-feira (21).
A palavra final, no entanto, caberá ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Antes da decisão, a assessoria jurídica da pasta analisa a regularidade do processo. Segundo o Ministério da Justiça, não há mais possibilidade de alteração da conclusão apresentada pela Polícia Federal.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na época, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que deixou o Brasil em busca de refúgio, alegando ser alvo de perseguição política.
A permanência no exterior também ocorreu em meio a investigações e processos envolvendo o ex-parlamentar. Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou, por unanimidade, pelo crime de coação no curso do processo.
De acordo com a decisão da Corte, ficou comprovado que Eduardo Bolsonaro atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na segunda-feira (20), o governo dos Estados Unidos concedeu o green card a Eduardo Bolsonaro, à esposa e aos filhos do ex-deputado. O documento garante residência permanente no país e autoriza que toda a família viva e trabalhe legalmente em território norte-americano.
Agora, com a recomendação de demissão formalizada pela Polícia Federal, o caso segue para análise do Ministério da Justiça, que decidirá se acolhe ou não a punição administrativa sugerida pela corporação.