O comércio brasileiro registrou um desempenho abaixo do esperado em junho e teve o pior resultado para o mês desde 2020, período marcado pelas restrições da pandemia de Covid-19. Os dados são do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que aponta que nem a Copa do Mundo nem as tradicionais festas juninas foram suficientes para impulsionar as vendas de forma significativa.
A expectativa do setor era de que os dois eventos estimulassem o consumo, principalmente em segmentos como alimentação, vestuário, bebidas e artigos para festas. No entanto, o desempenho ficou aquém das projeções.
Segundo o levantamento, o resultado de junho representa o pior desempenho para o mês em seis anos, evidenciando um cenário de consumo mais cauteloso por parte das famílias brasileiras.
Especialistas avaliam que fatores como o elevado nível de endividamento da população, juros ainda altos em diversas modalidades de crédito e a redução do poder de compra continuam limitando o crescimento do varejo, mesmo em períodos tradicionalmente favoráveis ao comércio.
O Índice Cielo do Varejo Ampliado acompanha as vendas realizadas por meio de cartões e outros meios eletrônicos de pagamento, servindo como um dos principais termômetros da atividade comercial no país.
O resultado reforça os desafios enfrentados pelo setor em 2026 e acende um alerta para o segundo semestre, quando datas importantes para o comércio, como o Dia dos Pais, a Black Friday e o Natal, serão determinantes para a recuperação das vendas.
Apesar da desaceleração registrada em junho, empresários seguem apostando em campanhas promocionais e na melhora gradual do ambiente econômico para estimular o consumo nos próximos meses.