O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um pronunciamento à nação na noite de quinta-feira (16) para tratar de informações de inteligência relacionadas às eleições americanas, segundo informou a agência Reuters nesta segunda-feira (13).
De acordo com a publicação, documentos que tiveram o sigilo retirado recentemente apontariam possíveis “vulnerabilidades” em urnas eletrônicas utilizadas em diferentes locais de votação nos Estados Unidos.
Uma fonte do governo, ouvida pela Reuters sob condição de anonimato, afirmou que Trump abordará tanto as eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, marcadas para novembro, quanto o que integrantes da Casa Branca classificam como falhas em equipamentos de votação que poderiam permitir ataques cibernéticos conduzidos por agentes estrangeiros.
Ainda segundo a fonte, os dados de inteligência desclassificados estão ligados à eleição presidencial de 2020, vencida pelo democrata Joe Biden. Desde então, Trump sustenta que houve fraude no processo eleitoral, embora essa alegação tenha sido rejeitada por diversas autoridades eleitorais e decisões judiciais ao longo dos últimos anos.
FBI amplia investigação na Geórgia
No início deste mês, a agência Associated Press informou que o FBI determinou o envio de cerca de 260 analistas e especialistas de diferentes unidades para reforçar as investigações sobre a eleição presidencial de 2020 no condado de Fulton, no estado da Geórgia.
Segundo a AP, um memorando interno classificou o caso como uma “investigação prioritária”, destacando a relevância das apurações conduzidas na região, frequentemente citada por Trump em suas alegações sobre irregularidades eleitorais.
Mudanças na Comissão de Assistência Eleitoral
O pronunciamento ocorre poucos dias após Trump promover mudanças na Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos (EAC, na sigla em inglês), órgão federal responsável por oferecer recursos e orientações sobre segurança aos administradores eleitorais estaduais.
Na semana passada, o presidente demitiu dois comissários democratas da comissão. Somadas às renúncias de dois integrantes republicanos, as saídas deixaram o colegiado sem membros.
Em nota, a Casa Branca confirmou as exonerações e afirmou que o presidente possui autoridade legal para substituir dirigentes que, segundo o governo, não estejam alinhados com a missão de garantir a segurança do processo eleitoral e a contagem de votos considerados legítimos.
As mudanças ocorreram após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, proferida em junho, ampliar os poderes do presidente para destituir dirigentes de agências independentes.
Ordem executiva sobre regras eleitorais
No ano passado, Trump assinou uma ordem executiva determinando que a Comissão de Assistência Eleitoral passasse a exigir comprovação de cidadania norte-americana nos formulários federais de registro de eleitores. A medida também previa que a comissão incentivasse os estados a contabilizar apenas os votos enviados pelos Correios que fossem recebidos até o dia da eleição.
Entretanto, no fim de junho, a Justiça dos Estados Unidos suspendeu a aplicação dessa ordem executiva.