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Início Justiça

MP diz que Virginia Fonseca lucrava com perdas de apostadores e pede R$ 120 milhões em indenização

Por Junior Melo
10/jul/2026
Em Justiça
Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirmou, em uma Ação Civil Pública, que a influenciadora Virginia Fonseca poderia receber comissão de até 30% sobre as perdas dos usuários que apostavam por meio de suas recomendações em uma plataforma de apostas esportivas.

Segundo a ação, obtida pela CNN Brasil, Virginia teria adotado estratégias para atrair apostadores durante a Copa do Mundo de 2026. Um dos episódios citados ocorreu na partida entre Argentina e Cabo Verde, quando a influenciadora teria incentivado seus seguidores a apostarem na vitória da seleção africana.

Como a Argentina venceu a partida por 3 a 2, os consumidores que seguiram a recomendação perderam o valor apostado. Para o Ministério Público, o episódio demonstra uma estratégia voltada à ampliação do volume de apostas, em prejuízo da proteção ao consumidor.

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A ação também sustenta que a plataforma de apostas Blaze utilizou publicidade considerada enganosa, com promessas de ganhos fáceis e o uso de influenciadores de grande alcance para estimular o público a jogar.

Diante das acusações, o MPDFT pede que a Blaze e Virginia Fonseca sejam condenadas solidariamente ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Segundo o órgão, o valor foi estimado com base em uma receita bruta anual de aproximadamente R$ 600 milhões atribuída à plataforma.

A investigação teve início após denúncias de consumidores que relataram bloqueio de contas, retenção de valores e dificuldades para sacar recursos. Além disso, um relatório técnico reuniu mais de 42 mil reclamações contra a Blaze, apontando um suposto padrão de violações aos direitos dos usuários.

Em relação à influenciadora, o Ministério Público afirma que ela divulgou conteúdos incentivando apostas sem deixar claro o caráter publicitário das publicações. A ação também cita informações de investigações que apontariam a existência de uma remuneração vinculada às perdas dos apostadores captados, circunstância que, segundo o órgão, representaria um conflito de interesses.

O que diz a Blaze

Em nota, a Foggo Entertainment Ltda., responsável pela operação da marca Blaze no Brasil, informou que ainda não foi formalmente intimada sobre a ação. A empresa afirmou que atua em conformidade com a legislação brasileira, segue princípios de jogo responsável e prestará todos os esclarecimentos às autoridades quando for oficialmente notificada.

O que diz a defesa de Virginia

A defesa de Virginia Fonseca declarou que tomou conhecimento da ação pela imprensa e informou que responderá às alegações nos autos do processo.

Os advogados afirmam que a própria ação reconhece a existência de diligências ainda pendentes, como a obtenção de contratos e outros documentos considerados essenciais para esclarecer a natureza da relação entre a influenciadora e a plataforma.

A defesa também rejeita as acusações de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores, sustentando que a responsabilização civil deve ser baseada em provas concretas e não em presunções. Por fim, declarou confiar na atuação do Poder Judiciário e afirmou que demonstrará a improcedência dos pedidos apresentados pelo Ministério Público.

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