O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, de 71 anos, deve desistir da disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. A avaliação é do presidente nacional do Democracia Cristã (DC), João Caldas, que atribui a possível saída da corrida eleitoral à falta de alianças políticas e de uma estrutura partidária capaz de sustentar uma campanha nacional.
Inicialmente, o DC havia anunciado o ex-deputado Aldo Rebelo como pré-candidato ao Palácio do Planalto. No entanto, em maio deste ano, a legenda decidiu retirar seu nome para tentar viabilizar uma candidatura de Joaquim Barbosa.
A mudança gerou críticas de Aldo Rebelo, que classificou a articulação dentro do partido como “clandestina”.
Desde que passou a ser cotado pelo Democracia Cristã, Joaquim Barbosa não fez declarações públicas sobre uma eventual candidatura. Segundo dirigentes da sigla, o ex-ministro aguardava que o partido apresentasse um plano consistente de alianças e uma estrutura nacional que garantisse competitividade na disputa presidencial.
Na tentativa de fortalecer o projeto, o DC buscou uma aliança com o PSDB, mas as negociações não avançaram. Os tucanos também decidiram não lançar candidato à Presidência da República neste ano, retirando da disputa o nome do deputado federal e presidente nacional do partido, Aécio Neves (MG).
A definição oficial sobre a participação de Joaquim Barbosa nas eleições deve ocorrer até 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias que irão homologar os candidatos às eleições de 2026.
