O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento de provas da investigação que apura a chamada trama golpista com a Controladoria-Geral da União (CGU). A medida permitirá que o órgão utilize os elementos reunidos no inquérito para investigar a conduta disciplinar de agentes e ex-agentes públicos citados no caso.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a CGU já havia instaurado uma investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades funcionais cometidas por autoridades indiciadas pela Polícia Federal em novembro de 2024.
Entre os investigados estão o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem; o ex-assessor da Presidência Filipe Martins; o policial federal Marcelo Bormevet; o coronel Marcelo Câmara; o general da reserva Mario Fernandes; o ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tércio Arnaud Tomaz; e o policial federal Wladimir Matos Soares.
De acordo com a Controladoria-Geral da União, o compartilhamento das provas é considerado essencial porque a investigação administrativa não dispõe de meios próprios para produzir elementos equivalentes aos reunidos durante a apuração criminal.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente ao pedido, afirmando que o acesso às provas contribuirá para a apuração de eventuais responsabilidades administrativas dos investigados.
A autorização concedida por Alexandre de Moraes não altera o andamento da investigação criminal, mas permite que as informações também sejam utilizadas no âmbito administrativo para avaliar possíveis infrações disciplinares cometidas pelos envolvidos.