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Início Brasil

Justiça Eleitoral bloqueia contas da ex-esposa de Bolsonaro; Saiba o motivo

Por Junior Melo
10/jul/2026
Em Brasil, Justiça
Ana Cristina Siqueira Valle, ex de Jair Bolsonaro (Divulgação/Instagram)

Ana Cristina Siqueira Valle, ex de Jair Bolsonaro (Divulgação/Instagram)

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A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil em bens da ex-candidata Ana Cristina Valle, segunda ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi adotada após a condenação que a obriga a devolver recursos públicos utilizados de forma irregular durante sua campanha para deputada distrital pelo Distrito Federal, nas eleições de 2022.

Segundo a decisão, Ana Cristina não efetuou o ressarcimento ao erário dentro do prazo estabelecido pela Justiça. Caso o bloqueio do valor não seja suficiente para quitar a dívida, a medida poderá alcançar veículos e imóveis registrados em seu nome.

A prestação de contas da campanha foi rejeitada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) no ano passado, em decisão que acompanhou parecer do Ministério Público Eleitoral.

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Na ocasião, o relator do processo, desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega, afirmou que as irregularidades identificadas atingiam praticamente toda a estrutura de gastos da campanha.

Em seu voto, o magistrado destacou que diversas contratações de pessoal para atividades de militância e mobilização de rua apresentavam documentação considerada incompleta ou insuficiente, sem informações essenciais como datas, valores compatíveis e descrição adequada dos serviços prestados.

O relator também apontou falhas na comprovação de despesas com alimentação, combustível, criação de páginas na internet, impulsionamento de conteúdo, locação de bens e contratação de terceiros. Segundo a decisão, não foram apresentados documentos fiscais ou outros meios considerados idôneos para comprovar detalhadamente os serviços executados e sua finalidade eleitoral.

Ainda conforme o magistrado, Ana Cristina Valle não apresentou justificativas ou documentos capazes de sanar as irregularidades apontadas durante a análise das contas.

Para o desembargador, a ausência de colaboração da ex-candidata com a Justiça Eleitoral demonstra falta de transparência na prestação de contas e no uso dos recursos públicos destinados à campanha eleitoral.

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