A tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (9), após o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) anunciar a conclusão de mais uma rodada de bombardeios contra o território iraniano. Pelo segundo dia consecutivo, as forças americanas realizaram ataques de grande escala, atingindo cerca de 90 alvos militares.
Segundo o Centcom, a operação teve como principal objetivo enfraquecer a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais e tripulações civis que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
Entre os alvos atingidos estão sistemas de defesa aérea, equipamentos de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, instalações navais e estruturas de apoio logístico militar distribuídas ao longo da costa iraniana.
Em comunicado oficial, o comando militar afirmou que a ofensiva representa a continuidade dos ataques iniciados na noite anterior. Na terça-feira (8), os Estados Unidos já haviam bombardeado cerca de 80 alvos militares iranianos, incluindo mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica.
Washington afirma que a ação militar foi uma resposta aos supostos ataques iranianos contra três navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz. O governo iraniano, no entanto, nega qualquer envolvimento nos incidentes.
O Centcom também declarou que as forças americanas permanecem “vigilantes, letais e preparadas” para realizar novas operações caso haja determinação do presidente Donald Trump.
A resposta de Teerã veio poucas horas depois. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou ter lançado ataques contra quatro bases militares americanas no Oriente Médio — duas localizadas no Kuwait e duas no Bahrein.
Segundo a IRGC, os ataques representam uma retaliação direta aos bombardeios dos Estados Unidos e poderão ser ampliados caso Washington mantenha as ofensivas contra o território iraniano.
Com a escalada militar entre os dois países, cresce a preocupação da comunidade internacional sobre os riscos de um conflito ainda maior na região, especialmente diante da importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global de petróleo.
