O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) interditou um zoológico clandestino em São Carlos, no Oeste de Santa Catarina, após identificar 655 animais mantidos em situação considerada precária. A operação de resgate começou na terça-feira (7) e ainda está em andamento.
Até agora, 294 animais foram retirados do local em caráter emergencial e encaminhados para avaliação e atendimento veterinário. Segundo o Ibama, a remoção dos demais exige uma logística mais complexa, principalmente no caso de animais aquáticos e aves de grande porte, que necessitam de transporte e manejo especializados.
A fiscalização ocorreu no espaço conhecido como Recanto das Aves, que mantinha aves, animais domésticos, espécies silvestres e animais exóticos de forma irregular. Durante a ação, os agentes também encontraram documentos e notas fiscais considerados fraudulentos.
De acordo com o órgão ambiental, o responsável pelo local possuía apenas cadastro no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass), autorização voltada exclusivamente para criadores amadores de aves. O registro, porém, não permite a criação de animais de grande porte nem o funcionamento de um espaço aberto ao público.
Mesmo sem autorização adequada, o Recanto das Aves funcionava como um zoológico, com cobrança de ingressos e exposição dos animais para visitantes. A operação foi realizada pelo Ibama com apoio do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e da Polícia Militar Ambiental.
Como medida imediata, a visitação ao local foi suspensa por tempo indeterminado.
Após a interdição, o Recanto das Aves publicou uma nota nas redes sociais lamentando o encerramento das atividades. A equipe afirmou que o espaço representou “um dos capítulos mais especiais” de sua história e declarou que os animais não eram apenas uma atração, mas parte da trajetória do local.
Na publicação, o estabelecimento afirmou ainda que os animais receberam “amor, respeito e os melhores cuidados” durante o período em que permaneceram sob responsabilidade do espaço. O caso seguirá sendo acompanhado pelos órgãos ambientais responsáveis.
