A confirmação de que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu o green card dos Estados Unidos provocou uma nova onda de críticas por parte de setores da esquerda e de comentaristas políticos. Em vez de discutir os aspectos legais da concessão do documento, muitos opositores optaram por questionar o patriotismo do parlamentar.
Um dos exemplos mais emblemáticos foi a jornalista Eliane Cantanhêde, que publicou em sua conta na rede X a pergunta: “Qual a pátria de Eduardo Bolsonaro?”, acompanhada da imagem do documento de residência permanente concedido pelas autoridades americanas.
A reação foi interpretada por apoiadores do deputado como mais um episódio de tentativa de desqualificação política. Eles lembram que possuir um green card não significa abandonar a nacionalidade brasileira nem prestar juramento de fidelidade a outro país, tratando-se apenas de uma autorização para residir e trabalhar legalmente nos Estados Unidos.
Críticos das manifestações nas redes também apontam uma aparente contradição no discurso de parte da esquerda. Segundo eles, brasileiros que vivem no exterior normalmente são vistos como profissionais, estudantes ou imigrantes em busca de oportunidades. No entanto, quando o beneficiário é um adversário político, a residência permanente passa a ser utilizada como argumento para colocar em dúvida seu compromisso com o Brasil.
Para aliados de Eduardo Bolsonaro, a reação demonstra que a discussão extrapolou o campo jurídico e passou a ser essencialmente política. Eles afirmam que a concessão do green card é uma decisão soberana do governo norte-americano e não produz qualquer efeito sobre a cidadania brasileira do deputado.
A publicação de Eliane Cantanhêde rapidamente repercutiu entre usuários das redes sociais, dividindo opiniões. Enquanto opositores reforçaram as críticas ao parlamentar, apoiadores classificaram a postagem como um ataque de cunho ideológico e lembraram que milhares de brasileiros possuem residência permanente em outros países sem que sua identidade nacional seja colocada em xeque.
A controvérsia evidencia que, em um ambiente de forte polarização, até mesmo uma decisão de natureza migratória acaba se transformando em mais um capítulo da disputa política entre governo e oposição.