O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. O percentual passará dos atuais 30% para 32%, em uma medida que busca reduzir a dependência do país da gasolina importada, diminuir a emissão de poluentes e amenizar os impactos da alta internacional do petróleo sobre o consumidor.
A mudança foi possível graças à Lei do Combustível do Futuro, que ampliou o limite permitido para a adição de etanol à gasolina. Antes, a legislação autorizava uma mistura entre 22% e 27%. Com a nova lei, o intervalo passou a variar entre 22% e 35%, dando respaldo para a adoção da chamada gasolina E32.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a nova composição poderá reduzir a necessidade de importação de aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano. Além da economia, a medida também deve contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, reforçando a estratégia do governo de incentivar o uso de combustíveis mais sustentáveis.
O anúncio ocorre em um momento de pressão sobre os preços dos combustíveis, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, que elevou as cotações internacionais do petróleo. Segundo o governo federal, o aumento da participação do etanol na gasolina pode ajudar a diminuir o impacto dessas oscilações no preço final pago pelos motoristas nos postos de combustíveis.
A expectativa é que a medida fortaleça a produção nacional de biocombustíveis, reduza a vulnerabilidade do Brasil às variações do mercado internacional e contribua para uma matriz energética mais limpa, sem comprometer o abastecimento do país.