O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira (15) que pretende manter o programa Bolsa Família e implantar um sistema de cashback para os beneficiários por meio de uma nova plataforma digital.
A proposta foi apresentada durante entrevista ao podcast Flow. Na conversa, o parlamentar também defendeu medidas voltadas à qualificação profissional, ao empreendedorismo e ao acesso facilitado ao microcrédito. Em ocasiões anteriores, Flávio Bolsonaro chegou a se referir ao Bolsa Família como “bolsa-farelo” nas redes sociais e criticou o programa, afirmando que o PT utilizava o benefício para manter os beneficiários dependentes do governo.
Ao explicar o funcionamento da proposta, o senador disse que a plataforma reunirá cursos de capacitação e oferecerá incentivos financeiros para estimular a educação financeira dos usuários.
“Vai ser mais ou menos assim para simplificar. A pessoa precisa de um curso de qualificação. Ela vai ter nessa plataforma. E ela vai ganhar um cashback, um incentivo dentro do aplicativo, como quando usa o cartão de crédito. […] Se você recebe R$ 600 de Bolsa Família e gastou só R$ 500 nesse mês, economizou R$ 100, o governo vai te dar mais R$ 100 para você ter educação financeira”, afirmou.
Segundo Flávio Bolsonaro, o sistema também deverá auxiliar beneficiários que desejam abrir o próprio negócio. A plataforma oferecerá orientações sobre formalização de empresas e acesso a linhas de microcrédito com juros reduzidos.
“Se você é uma manicure que quer formalizar o seu próprio negócio e não sabe como, vai saber como fazer nessa plataforma. E vai ter um microcrédito aprovado nessa plataforma, a juros baixos, para poder caminhar com as próprias pernas e parar de depender do governo”, declarou.
Durante a entrevista, o senador também afirmou que a maior parte dos beneficiários do Bolsa Família exerce alguma atividade profissional. Além disso, defendeu que o benefício seja mantido para pessoas que conquistarem um emprego com carteira assinada ou iniciarem um empreendimento, como forma de garantir proteção financeira em situações de dificuldade.
“Essa galera que já passou fome na vida não quer voltar a passar fome. Então, se ela recebe Bolsa Família, está ganhando a vida vendendo suco de laranja no sinal de trânsito, sofre um acidente e não pode trabalhar, ela não vai ter mais aquela renda principal. Vai voltar para o Bolsa Família. A gente tem que entender que essa pessoa não pode voltar para a situação de miserabilidade antes de receber o Bolsa Família. O Estado tem que abraçar essa pessoa”, disse.
