O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rebateu, nesta quarta-feira (22), uma reportagem que o relaciona à empresa Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., apontada como supostamente utilizada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para movimentações financeiras.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que seu escritório de advocacia nunca prestou serviços à empresa e que recusou a contratação.
Segundo o parlamentar, a reportagem tenta “marginalizar a advocacia” ao questionar uma relação profissional que, segundo ele, sequer chegou a ser concretizada.
“Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Uma relação legal e privada. Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Daniel Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas”, declarou.
Flávio afirmou ainda que precisou se justificar justamente por não ter recebido recursos da empresa.
“Estou tendo que explicar por que eu não recebi dinheiro dessa empresa, porque eu não quis trabalhar para essa empresa”, disse.
O senador também confirmou que duas notas fiscais emitidas por seu escritório foram posteriormente canceladas.
“As notas fiscais foram canceladas do meu escritório, então não teve prestação de serviço. Não teve absolutamente nada de errado. Eu não sou investigado em nada”, afirmou.
Na sequência, Flávio questionou como as informações chegaram à imprensa e alegou que houve quebra ilegal de seu sigilo.
“Algum órgão governamental quebra o meu sigilo, sem autorização judicial, e vaza isso para a imprensa”, declarou.
Ao final da manifestação, o parlamentar afirmou que continuará na disputa política apesar das críticas.
“Eu sei que é muito duro. A todo momento tentam me atacar. Mas eu não vou desistir de jeito nenhum. A cada dia que recebo uma notícia como essa tenho mais vontade de tirar o Brasil dessa situação”, afirmou.
O que diz a reportagem
Segundo reportagem do portal Metrópoles, o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro teria emitido duas notas fiscais de R$ 500 mil cada, em abril de 2025, em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Os documentos, porém, foram cancelados no mesmo dia da emissão.
Dois dias depois, o escritório emitiu uma terceira nota fiscal, também de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Correa. De acordo com a publicação, não há registro de cancelamento dessa nota.
A reportagem afirma que as duas empresas possuem ligação com o contador Rogério Lourenço Novo, apontado como diretor da Copenhagen e sócio da Contábil Correa. O contador também integra o conselho fiscal da Ambipar, empresa relacionada ao grupo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ainda segundo o Metrópoles, a Copenhagen estaria entre as empresas que mais receberam recursos do Banco Master, tendo recebido cerca de R$ 58 milhões em transferências atribuídas a Vorcaro. Até o momento, não há informação de que Flávio Bolsonaro seja investigado no caso.