A divulgação da mais recente pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 provocou reação do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pelas redes sociais, o parlamentar criticou o levantamento, que aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turnos.
Na publicação, Flávio também comentou a proposta apresentada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, de criar um selo de reconhecimento para institutos de pesquisa que apresentarem maior índice de acerto nos resultados das eleições.
“Parabéns ao Presidente do TSE, Ministro Nunes Marques, pelo ‘selo de acerto’ para institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições. Talvez se ele já existisse, teriam vergonha de publicar essa pesquisa da Quaest de hoje. Ela deve ser reflexo de como o povo brasileiro está feliz com Lula: preço alto da comida, ninguém mais sofre com a violência no país e nenhum brasileiro está endividado”, escreveu o senador.
De acordo com a pesquisa, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 28%, uma diferença de 12 pontos percentuais. Em um eventual segundo turno, o presidente soma 45% da preferência do eleitorado, contra 37% do senador.
O levantamento também indica mudanças em relação às pesquisas anteriores. Em junho, Lula aparecia com 44%, enquanto Flávio tinha 38%. Já em maio, os dois figuravam em empate técnico, com 42% para o presidente e 41% para o senador.
Nos bastidores, segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, aliados de Lula comemoraram o resultado do levantamento, interpretando os números como um sinal positivo para a estratégia do governo visando a disputa eleitoral de 2026.
Analistas apontam que a queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas pode estar relacionada ao desgaste enfrentado por integrantes do PL nas últimas semanas. Entre os episódios citados estão a investigação da Polícia Federal envolvendo o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, além de embates públicos do senador com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que também integra a legenda.
A pesquisa reforça, por enquanto, a vantagem de Lula na corrida presidencial, embora o cenário eleitoral ainda esteja em fase inicial e possa sofrer mudanças até as eleições de 2026.