O anúncio de Juliano Floss como integrante do elenco de Paraíso Perdido, nova produção original do Globoplay, provocou uma reação imediata do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated-RJ). A entidade criticou a contratação do influenciador e ex-BBB, alegando que ele não possui o Registro Profissional (DRT), documento exigido para o exercício da profissão de ator.
Em entrevista ao Metrópoles, o presidente do Sated-RJ, Hugo Gross, afirmou que não é contra a participação de influenciadores em produções audiovisuais, mas defendeu que o mercado priorize profissionais da atuação que enfrentam dificuldades para conseguir oportunidades.
“Nada contra os influenciadores digitais, mas temos vários artistas desempregados que não têm essa visibilidade porque não têm seguidores. Precisamos parar com isso e valorizar os operários da arte e a classe artística, que realmente dá lucro para a empresa”, declarou.
Segundo Hugo Gross, o sindicato ainda não foi oficialmente informado sobre a contratação de Juliano Floss, mas acompanhará a situação de perto. Ele ressaltou que a entidade defende oportunidades para diferentes grupos e também para atores profissionais que dependem da carreira artística.
“Estamos de olho, porque tem que haver oportunidade para todo mundo: para gays, travestis, pessoas da periferia e para os atores que precisam trabalhar”, afirmou.
A escalação de Juliano Floss reacende uma discussão recorrente no meio artístico sobre o espaço ocupado por influenciadores digitais em produções de TV e streaming. Enquanto as plataformas apostam em nomes com grande alcance nas redes sociais para atrair público, representantes da classe artística defendem a valorização de profissionais qualificados e regularizados para exercer a profissão.
Até o momento, não houve manifestação pública de Juliano Floss ou do Globoplay sobre as críticas feitas pelo sindicato.
