A Polícia Judiciária (PJ) de Portugal desmantelou uma organização criminosa suspeita de promover milhares de regularizações migratórias fraudulentas, esquema que teria beneficiado cerca de 10 mil brasileiros, além de outros cidadãos estrangeiros.
De acordo com as autoridades portuguesas, a investigação teve início em 2025 e resultou na operação denominada “Neblina Atlântica”, que levou ao fim das atividades do grupo.
Segundo informações apuradas junto à Polícia Judiciária, pelo menos um brasileiro integrava a organização criminosa.
Esquema utilizava documentação falsa
Em comunicado, a PJ informou que o grupo atuou durante vários anos promovendo a legalização irregular de cidadãos estrangeiros em Portugal.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam estratégias para fraudar processos administrativos e enganar órgãos públicos, com o objetivo de obter elevados lucros financeiros.
Conforme a polícia, parte dos imigrantes atendidos pelo esquema trabalhava em outros países da Europa, embora constasse oficialmente como empregada em território português para atender às exigências dos processos de regularização.
Imigrantes pagavam valores elevados
Segundo a investigação, muitos estrangeiros recorreram ao grupo diante das dificuldades para obter autorização de residência por vias regulares.
Na expectativa de regularizar a situação migratória e permanecer legalmente no país, os clientes desembolsavam quantias elevadas para conseguir documentos e autorizações.
A Polícia Judiciária destacou que os envolvidos exploravam a vulnerabilidade de imigrantes que buscavam melhores condições de vida em Portugal.
Prisões e apreensões
Durante a operação, quatro pessoas foram presas, sendo dois homens e duas mulheres. Entre os detidos estão três empresários e o chefe de um Serviço de Finanças da região Centro de Portugal.
Além de documentos e equipamentos relacionados ao esquema, os agentes apreenderam três armas de fogo e cerca de 50 mil euros em dinheiro, valor equivalente a aproximadamente R$ 292 mil.
