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Início Brasil

Empresas brasileiras recebem orientações para blindarem negócios contra PCC e CV

Por Junior Melo
02/jul/2026
Em Brasil, Mundo
(Arte/VEJA)

(Arte/VEJA)

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O ICC Brasil lançou nesta quarta-feira (1º) um guia com orientações voltadas ao setor empresarial para auxiliar companhias na identificação e mitigação de riscos relacionados à exposição ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

A iniciativa ocorre após os dois grupos serem oficialmente classificados pelo governo dos Estados Unidos, em 5 de junho, como Organizações Terroristas Estrangeiras.

O documento, intitulado “Designação do PCC e do CV como FTOs pelos EUA: como as empresas podem se preparar para as consequências”, foi disponibilizado gratuitamente e reúne recomendações para que lideranças empresariais reforcem mecanismos de prevenção e análise de risco.

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Segundo a entidade, a nova classificação impõe às empresas brasileiras a necessidade de ampliar o rigor na avaliação de clientes, fornecedores e parceiros comerciais, diante de possíveis conexões diretas ou indiretas com organizações criminosas.

O material funciona como um guia orientativo e não possui caráter obrigatório ou força legal, mas busca servir como referência para o ambiente corporativo diante do novo contexto internacional.

A publicação destaca que a mudança no enquadramento jurídico das facções amplia os riscos para as empresas, que deixam de enfrentar apenas danos reputacionais ou suspeitas de lavagem de dinheiro, passando também a lidar com potenciais implicações penais e bloqueios financeiros com base em legislações de alcance internacional, especialmente dos Estados Unidos.

A diretora-executiva do ICC Brasil, Gabriella Dorlhiac, afirmou que a publicação dá continuidade a um trabalho já desenvolvido pela entidade para orientar empresas sobre formas de evitar a infiltração do crime organizado em suas operações.

Segundo ela, o tema ganhou relevância diante do impacto que facções criminosas podem representar para negócios que mantêm relações comerciais no exterior.

O ICC Brasil, que integra a International Chamber of Commerce, avalia que a ferramenta pode fortalecer controles internos, ampliar a capacidade de prevenção e reduzir incertezas em um cenário considerado de alta complexidade jurídica e regulatória.

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