O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo agravamento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A declaração foi feita em Washington, onde o parlamentar participa de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que discute a possível imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Segundo Flávio, o governo brasileiro contribuiu para o atual cenário de tensão comercial e dificulta as negociações para evitar a aplicação das sobretaxas.
“Lula já atrapalhou, e vai ser difícil reverter o estrago que ele causou”, afirmou o senador.
O parlamentar disse que sua viagem aos Estados Unidos tem como objetivo defender os interesses das empresas e dos produtores brasileiros, rebatendo críticas de que sua participação poderia prejudicar as negociações.
“Estou aqui para defender os interesses do povo brasileiro, mesmo sem ser o presidente do Brasil, ainda. E vejo notícias dizendo que posso atrapalhar. Está de brincadeira!”, declarou.
Durante a audiência, Flávio terá cinco minutos para apresentar seus argumentos ao USTR. Segundo ele, o discurso combinará aspectos técnicos e políticos para defender que a imposição de tarifas seria prejudicial tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos.
“Vim fazer a minha parte para defender o Brasil e evitar que os produtos brasileiros sejam tarifados. Vou apresentar os argumentos, tanto os técnicos como os políticos, mostrando que a tarifação é ruim para o Brasil e para os Estados Unidos”, afirmou.
Um dos principais pontos da manifestação será a defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos citado na investigação comercial aberta pelos Estados Unidos. Flávio destacou que a ferramenta ampliou a inclusão financeira de milhões de brasileiros e classificou o sistema como um patrimônio nacional.
“O Pix é sagrado para todos nós, brasileiros”, disse o senador.
Além de Flávio Bolsonaro, também participam da audiência Roberto Azevêdo, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
A sessão marca a etapa final de manifestações da investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos antes da decisão definitiva sobre a possível aplicação de tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras, prevista para o dia 15 de julho.
Ao final, Flávio afirmou que também pretende apresentar às autoridades americanas a perspectiva de uma mudança na condução das relações entre Brasil e Estados Unidos a partir de 2027, caso haja uma nova orientação política no governo brasileiro.
