O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR) informou que protocolou na Justiça Eleitoral um Requerimento de Declaração de Elegibilidade para que sua situação jurídica seja analisada antes do período oficial de registro das candidaturas para as eleições de 2026.
Segundo Dallagnol, a iniciativa busca garantir segurança jurídica à sua pré-candidatura ao Senado pelo Paraná e evitar questionamentos durante a campanha eleitoral. Em nota, ele também afirmou que a medida é uma resposta aos ataques políticos que diz sofrer de adversários.
De acordo com os advogados do ex-procurador, entre os nomes que defendem a tese de sua inelegibilidade estão o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que atuou como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos processos da Operação Lava Jato; o senador Renan Calheiros; parlamentares do PT, como Jaques Wagner; e a deputada federal Gleisi Hoffmann, adversária política de Dallagnol no Paraná.
Deltan Dallagnol foi eleito deputado federal em 2022, mas teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2023, pouco mais de cinco meses após tomar posse.
Na ocasião, a Corte atendeu a uma ação apresentada pelo PMN e pela Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV). As legendas sustentaram que Dallagnol pediu exoneração do Ministério Público Federal enquanto ainda havia procedimentos que poderiam resultar na abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PADs), o que, segundo a acusação, teria como objetivo evitar uma eventual inelegibilidade.
Com o pedido apresentado agora, a defesa pretende obter uma definição antecipada da Justiça Eleitoral sobre a possibilidade de Dallagnol concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de 2026, evitando que a questão seja decidida apenas durante o processo de registro das candidaturas.