O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que o Brasil não aceitará a indicação de um novo agente norte-americano para atuar junto à corporação enquanto os Estados Unidos não autorizarem a substituição do delegado brasileiro retirado do país em meio a uma crise diplomática envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem.
Segundo o chefe da PF, a decisão segue o princípio da reciprocidade entre os dois países e ainda está em fase de discussão técnica dentro da instituição.
“Hoje, a indicação ao governo é essa. A nossa Diretoria de Cooperação Internacional está em diálogo com algumas autoridades americanas para que a gente faça uma avaliação técnica”, declarou Andrei Rodrigues.
A troca de agentes faz parte dos mecanismos de cooperação internacional entre forças de segurança, mas, neste caso, o impasse ganhou contornos diplomáticos após a retirada do representante brasileiro pelos Estados Unidos.
Entenda o impasse
De acordo com a PF, a posição atual do Brasil é manter a suspensão da autorização para um novo agente norte-americano até que haja uma solução equivalente por parte dos EUA em relação ao delegado brasileiro afastado.
O caso ocorre em meio a tensões diplomáticas envolvendo a atuação de autoridades brasileiras no exterior e desdobramentos ligados a investigações sensíveis.
A Diretoria de Cooperação Internacional da Polícia Federal segue em tratativas com autoridades americanas para tentar chegar a um entendimento que permita a retomada normal da cooperação entre os dois países no setor de segurança.
