O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) a classificação da gangue equatoriana Los Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira e Terrorista Global Especialmente Designado.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que afirmou que o grupo é responsável por diversos ataques contra civis, policiais e autoridades do Equador, incluindo assassinatos de alto escalão.
Segundo Rubio, os Los Chone Killers surgiram como uma dissidência da facção Los Choneros, já classificada pelos Estados Unidos como organização terrorista, tornando-se um grupo independente em 2020.
Em comunicado, o secretário afirmou que a administração norte-americana continuará trabalhando em parceria com o presidente do Equador, Daniel Noboa, para combater o narcotráfico e enfraquecer o financiamento de organizações criminosas na região.
A medida amplia a ofensiva do governo Trump contra grupos criminosos na América Latina. Em maio, os Estados Unidos também classificaram as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Na ocasião, o governo americano afirmou que as duas facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil, destacando sua atuação transnacional e o envolvimento com o tráfico de drogas e outros crimes.
A decisão foi criticada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Integrantes do Palácio do Planalto avaliaram que a classificação poderia abrir espaço para medidas mais duras por parte dos Estados Unidos contra grupos que atuam em território brasileiro.
Especialistas em segurança pública também observaram que a legislação brasileira já prevê instrumentos rigorosos para o combate às organizações criminosas e argumentam que, no Brasil, as penas aplicadas a integrantes de facções podem ser mais severas do que aquelas previstas na legislação antiterrorismo.
