Casimiro Miguel começa o dia de trabalho por volta do meio-dia. Antes mesmo de sair de casa, dedica parte da rotina a uma aula de inglês. Depois, encara o trânsito do Rio de Janeiro rumo a Botafogo, onde costuma almoçar sem grandes formalidades: um joelho — tradicional salgado carioca de queijo e presunto — acompanhado de bombas de chocolate.
A simplicidade da rotina contrasta com a dimensão do império digital que ajudou a construir. Vestindo moletom e mantendo o mesmo estilo descontraído das transmissões ao vivo, Casimiro participa de reuniões com a naturalidade de quem conversa em um bar.
Em uma entrevista concedida no ano passado, a atriz Fernanda Torres perguntou, curiosa, como alguém consegue transformar atividades realizadas no próprio quarto em uma potência de mídia. A resposta, ao que tudo indica, foge dos modelos tradicionais que dominaram o mercado de comunicação nas últimas décadas.
Hoje, o canal de Casimiro reúne 31 milhões de inscritos e acumula mais de 8 bilhões de visualizações no YouTube. Apenas em 2025, foram 3,7 bilhões de visualizações, consolidando o influenciador como um dos maiores criadores de conteúdo do país.
O crescimento também se refletiu no mundo dos negócios. A LiveMode, empresa responsável pela operação do influenciador, recebeu um aporte estimado em R$ 450 milhões de investidores liderados pela General Atlantic e pelo braço de private equity da XP, reforçando o potencial econômico do modelo de mídia criado por Casimiro.