Os Estados Unidos confirmaram nesta quinta-feira (11) um novo ataque contra um petroleiro que navegava pelo Golfo de Omã, ampliando a tensão em uma das regiões mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo. A ação foi divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que também publicou imagens da operação em suas redes sociais.
Segundo o comunicado, o ataque ocorreu por volta de 0h30, no horário de Brasília, e teve como alvo o navio M/T Jalveer, embarcação de bandeira da Guiné-Bissau. De acordo com as autoridades norte-americanas, o petroleiro estaria tentando romper o bloqueio militar imposto pelos Estados Unidos para transportar petróleo iraniano.
O CENTCOM afirmou que a embarcação fazia parte de uma rede de transporte que estaria ligada ao comércio de petróleo do Irã, alvo de restrições e operações militares norte-americanas na região.
Série de ataques
No mesmo comunicado, o comando militar também confirmou ataques anteriores contra os navios M/T Marivex e M/T Settebello, ambos registrados sob bandeira de Palau. As embarcações foram atingidas em operações realizadas na segunda e na terça-feira.
Segundo os militares americanos, desde o início da operação de fiscalização marítima, em 13 de abril, nove embarcações foram desativadas e outras 135 foram interceptadas ou redirecionadas durante as ações de controle na região.
Marinheiros indianos morreram
Um dos episódios mais graves ocorreu durante o ataque ao M/T Settebello. Três marinheiros indianos que trabalhavam a bordo morreram durante a ação militar.
As mortes foram confirmadas oficialmente pelo governo da Índia nesta quinta-feira. Em nota, Nova Délhi manifestou protesto contra os ataques a embarcações que transportavam cidadãos indianos e pediu garantias para a segurança de seus trabalhadores na região.
Preocupação com Estreito de Ormuz
A escalada militar também afeta diretamente o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas mais importantes do planeta para o transporte de petróleo e gás natural.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Índia, pelo menos 13 embarcações ligadas ao país permanecem encalhadas ou impedidas de prosseguir viagem na região, com 562 marinheiros a bordo.
As autoridades indianas também destacaram que mais de 18 mil cidadãos do país trabalham atualmente em atividades marítimas, energéticas e portuárias nos países do Golfo.
A intensificação das operações militares aumenta os temores de interrupções no comércio internacional de petróleo e eleva a preocupação da comunidade internacional com o risco de uma ampliação do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Especialistas alertam que novos confrontos na região podem impactar diretamente os preços da energia e a estabilidade econômica global.
