A menos de quatro meses do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de sete estados brasileiros já solicitaram apoio das Forças Armadas para garantir a realização do pleito.
A medida é considerada rotineira pela Justiça Eleitoral e costuma ser adotada em regiões que apresentam desafios logísticos ou questões relacionadas à segurança pública. O objetivo é assegurar que urnas eletrônicas, equipes de trabalho e eleitores possam exercer suas atividades com tranquilidade e segurança.
Nos últimos anos, porém, os pedidos têm ganhado características mais específicas. Em áreas remotas, especialmente na região amazônica e em localidades de difícil acesso, militares são acionados para auxiliar no transporte de urnas, equipamentos e servidores da Justiça Eleitoral. Já em municípios considerados vulneráveis à atuação de facções criminosas ou a episódios de violência, o reforço busca garantir a ordem pública durante a votação.
O emprego das Forças Armadas em eleições está previsto na legislação brasileira e ocorre mediante solicitação dos tribunais eleitorais, que encaminham os pedidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após análise e aprovação, a operação é realizada em conjunto com órgãos de segurança pública e autoridades locais.
A expectativa é de que novos pedidos sejam formalizados nas próximas semanas, à medida que os TREs concluam o planejamento operacional para o pleito. A atuação militar, quando autorizada, é restrita ao apoio logístico e à garantia da segurança, sem qualquer interferência no processo de votação ou na apuração dos resultados.
As eleições de 2026 definirão os ocupantes dos cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais para os próximos mandatos.