A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou a aliados, nesta quinta-feira (30), que aceitou o convite para compor como candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
Apesar do aceite, a composição ainda depende da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além da confirmação oficial do Partido Progressistas durante a convenção da legenda.
Após a manifestação favorável da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir o apoio à possível aliança com o PL.
Até então, a orientação predominante dentro da federação era manter uma posição de neutralidade na corrida presidencial, estratégia considerada importante para preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso Nacional. Mesmo com a movimentação, integrantes da cúpula do PP ainda avaliam que uma coligação com o PL enfrenta resistência.
Tereza Cristina é considerada o nome preferido do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A avaliação é de que sua presença na chapa fortaleceria a candidatura de Flávio Bolsonaro, especialmente pela forte ligação com o agronegócio e pela possibilidade de atrair o apoio da Federação União Progressista.
A senadora, de 72 anos, nasceu em Campo Grande (MS), é empresária e produtora rural e atualmente exerce mandato no Senado, onde lidera a bancada do PP. Antes disso, foi deputada federal entre 2015 e 2019 e comandou o Ministério da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
Nas últimas semanas, Tereza Cristina vinha sendo pressionada por dirigentes do PL e por representantes do setor do agronegócio a aceitar o convite para integrar a chapa presidencial. Segundo relatos de integrantes das negociações, uma conversa realizada recentemente teria sido decisiva para que a senadora reconsiderasse sua posição.
Até poucos dias atrás, Tereza Cristina resistia à possibilidade de disputar a vice-presidência. De acordo com interlocutores, sua preferência era permanecer no Senado e disputar a presidência da Casa em 2027, motivo que já havia sido citado por Valdemar Costa Neto como o principal obstáculo para sua entrada na chapa.
Caso a aliança seja confirmada, a composição reunirá dois nomes ligados ao campo conservador e ao agronegócio, mas ainda dependerá das deliberações internas da Federação União Progressista e da convenção nacional do PP.
