A Toyota anunciou o encerramento das atividades em sua unidade de Indaiatuba, interior de São Paulo, para o dia 30 de junho de 2026. Esta planta, que marcou a história da montadora ao nacionalizar o famoso modelo Corolla, fecha suas portas após 28 anos de operação ininterrupta.
Por que a fábrica de Indaiatuba está sendo fechada?
A decisão, divulgada pelo presidente da Toyota no Brasil, Evandro Maggio, foi puramente estratégica e logística. A estrutura de Indaiatuba, construída em 1998, não possui capacidade técnica para suportar a nova era de eletrificação da montadora.
A planta foi projetada exclusivamente para motores a combustão convencional. Realizar uma atualização tecnológica na unidade seria economicamente inviável, especialmente diante da necessidade de criar linhas de montagem para baterias e motores híbridos que exigem um novo layout industrial.
O que representa o novo complexo industrial em Sorocaba?
O foco total da companhia está agora no complexo de Sorocaba, também em São Paulo. O projeto, apelidado de Sorocaba 2, faz parte de um robusto aporte de R$ 11 bilhões previstos até 2030, reforçando a confiança da marca no mercado brasileiro.
Confira os principais dados sobre a nova expansão:
Quais serão os novos modelos produzidos no Brasil?
A expansão em Sorocaba possibilitará a chegada de veículos com tecnologia híbrida flex. Essa inovação, que une motor elétrico ao uso de etanol, é considerada um diferencial competitivo do Brasil perante outros mercados mundiais.
Confira as apostas da montadora:
- Compacto híbrido flex: Um modelo inédito voltado ao segmento de entrada, competindo diretamente com líderes de mercado.
- Utilitário 4×4: Uma picape intermediária desenvolvida na plataforma do Corolla Cross, mirando o segmento de picapes versáteis.
Como fica a produção nacional com a reorganização?
A partir de novembro de 2026, a Toyota concentrará quase toda sua capacidade produtiva nacional em um único polo. O objetivo é triplicar a produção atual, unindo as linhas do Corolla, Corolla Cross e o Yaris Cross sob uma infraestrutura de ponta.
A reorganização não resultará em cortes de pessoal, sendo os colaboradores realocados conforme a necessidade da nova unidade. O Brasil consolida, assim, sua posição como o maior mercado global para a tecnologia de híbridos flex, essencial para os planos da empresa nos próximos anos.