A administradora e economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e uma das principais colaboradoras do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, passou a ganhar protagonismo na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Sua aproximação com o parlamentar alimenta especulações sobre um possível papel estratégico em um eventual governo.
A movimentação ganhou força após Flávio compartilhar, na última sexta-feira (27), uma entrevista de Daniella nas redes sociais. Na publicação, o senador destacou a importância da participação feminina na política e afirmou que “as mulheres terão um papel fundamental na reconstrução do Brasil”.
Com ampla experiência tanto no mercado financeiro quanto na administração pública, Daniella é vista por aliados como uma ponte entre o setor produtivo, investidores e a campanha de Flávio. Durante o governo Jair Bolsonaro, ela atuou como braço direito de Paulo Guedes no Ministério da Economia antes de assumir a presidência da Caixa Econômica Federal.
Nos bastidores, parte do mercado financeiro e integrantes da equipe de pré-campanha defendem seu nome para comandar o Ministério da Fazenda — ou até mesmo uma superpasta da Economia, nos moldes da estrutura criada durante o governo Bolsonaro. Apesar disso, pessoas próximas à campanha afirmam que ainda não há definição sobre cargos e evitam classificá-la como um novo “Posto Ipiranga”, apelido dado a Paulo Guedes durante a campanha presidencial de 2018.
Além do conhecimento técnico na área econômica, Daniella também é apontada como uma figura capaz de ampliar o diálogo da campanha com o eleitorado feminino e fortalecer a interlocução com agentes do mercado financeiro, onde possui reconhecimento e boa reputação. Ainda assim, há setores da própria aliança política que demonstram cautela quanto à possibilidade de ela assumir um ministério em um eventual governo.